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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Estrela e o "Eclipse de Deus"

Missa da Epifania do Senhor. Palavra de Deus: Isaías 60,1-6; Efésios 3,2-3a.5-6; Mateus 2,1-12.
weheartit.com

            Na vida de muitas pessoas tem acontecido o que alguns teólogos chamam de “eclipse de Deus”. Por causa de uma doença, de uma perda, de um grande sofrimento; por causa do vazio existencial ou da perda de sentido das coisas; por causa do excesso de materialismo, a luz de Deus, a presença de Deus, tem se apagado dentro dessas pessoas. Elas já não veem mais, nem muito menos conseguem sentir, a manifestação de Deus em suas vidas. Este “eclipse de Deus” já acontece há muito tempo na Europa, e começa agora a se fazer presente também entre nós.
            O eclipse tem um lado positivo. Como o Pe. Renato Vieira canta na música Um novo dia, “Quando anoitece, Deus acende as estrelas”. Isso significa que, em tempos de “eclipse de Deus”, em tempos de apagamento da manifestação de Deus na sociedade, é possível ver algum sinal da manifestação do Deus vivo e verdadeiro; é possível ver alguma estrela neste céu escuro da perda ou do esfriamento da fé no coração de muitas pessoas.
            Este é o apelo do profeta Isaías para cada um de nós: “Levanta-te, acende as luzes... porque chegou a tua luz... A terra está envolvida em trevas e nuvens escuras cobrem os povos, mas sobre ti apareceu o Senhor... Os povos caminham à tua luz” (Is 60,1-3). Levantar-se significa sair da prostração, do desânimo, reagir ao eclipse. Convivendo com pessoas cuja fé se apagou ou está se apagando, você deve acender as luzes, renovar a esperança. Mas isso só é possível quando você faz da sua oração cotidiana o momento de aprofundar a sua intimidade com Aquele que é a sua luz: “Deus é Luz. Deus é Luz. Deus é Luz. Nele não há trevas!”. “Ó luz do Senhor que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós!”.
            Jesus também nasceu e viveu numa época de “eclipse de Deus”, quando tantos já haviam desistido de esperar pelas promessas de Deus. O evangelho nos lembra que Jesus, a Luz, nasceu na época do rei Herodes, que representava as trevas, tanto que, ao saber do nascimento de Jesus, Herodes ficou perturbado. Assim também, diante da inversão de valores em que vivemos atualmente, o que perturba o nosso mundo não são as trevas, mas a Luz.
            Embora a maldade de Herodes colaborasse com o “eclipse de Deus” – assim como hoje a corrupção, a injustiça, a violência, as guerras, as drogas e tantas situações criadas pelos próprios homens colaboram para que mais e mais pessoas desacreditem de Deus – uma estrela brilhava naquele céu escuro e despertou nos magos o desejo de irem em busca daquele que é a verdadeira Luz: “Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,2). “Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande... Viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram” (Mt 2,10-11).
            A presença dessa estrela e a atitude dos magos de adorar Jesus nos colocam algumas perguntas: Nós estamos sendo um sinal de Deus para as pessoas, no mundo se hoje? A luz da sua fé ainda brilha ou você também decidiu aderir, na prática, ao “eclipse de Deus”, embora ainda teoricamente se diga uma pessoa de fé? Seus filhos, seu cônjuge, seus amigos, seus colegas de trabalho enxergam em você uma luz que vem de Deus, uma luz que provoca neles o desejo de adorar a Deus? Se os seus filhos estão cada vez mais expostos e fascinados com as maravilhas da tecnologia, você se preocupa em colocar na vida deles alguma “coisa” que funcione como uma “estrela”, como um sinal que aponta para Deus, que os leve a adorar a Deus?
            Adorar. Esta é uma atitude cada vez mais banida das igrejas e de muitas religiões, porque, na prática, nós adoramos aquilo que o nosso dinheiro pode comprar e a nossa capacidade pode conquistar. Adorar é reconhecer Deus como Deus e nos reconhecer como totalmente dependentes dele. Adorar é também jogar fora os nossos ídolos, nossas falsas seguranças, e reconhecer que a nossa cura, a nossa salvação não vem de nós mesmos, mas de um Outro, do Deus vivo e verdadeiro. Adorar é oferecer a Deus o melhor de nós mesmos.
            O fruto da adoração dos magos a Jesus foi este: eles “abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra” (Mt 2,11). O ouro simboliza a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade, e a mirra, a sua humanidade. Quais as coisas mais secretas e preciosas – ou que ao menos você considera preciosas – que você tem mantido guardadas no seu cofre, e ainda não teve a coragem de oferecê-las a Deus? Quando você se habituar a ficar na presença de Deus até que aprenda a adorá-Lo – e não até que consiga o que quer d’Ele – seu cofre se abrirá espontaneamente, e aquilo que você Lhe oferecer não será nada comparado àquilo que a adoração provocar na sua vida. Você será um ponto de Luz num mundo que tropeça na escuridão do “eclipse de Deus”, eclipse que ele mesmo criou por afastar-se daquele que é a verdadeira Luz.
            Deus te abençoe e te guarde sob a Sua luz.
                                                                            Pe. Paulo Cezar Mazzi

Um comentário:

carmen disse...

o pão da palavra.........
a fome está melhor agora!
obrigada

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